Comissão do Negro, de Direitos Humanos e de Diversidade Sexual da Subseção exigirão a apuração dos fatos pelas autoridades competentes

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Comissão do Negro, de Direitos Humanos e de Diversidade Sexual da Subseção exigirão a apuração dos fatos pelas autoridades competentes

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A advogada Renata Oliveira (Comissão da Negro) e Eduardo Silveira Martins (Antidiscriminação), estiveram ontem no Jardim Paiva II, conversando com a professora Roseli Barbosa dos Reis, irmã de Luana Barbosa dos Reis, que morreu após espancamento ocorrido em abordagem da Polícia Militar na rua onde a família reside.  Segundo os relatos, Luana foi abordada quando estava de moto, com seu filho de 14 anos na garupa, que assustado, correu. Testemunhas oculares contaram que, encostada no muro da escola para ser revistada, Luana sofreu golpes de cassetete, passando então a ser espancada. Como a população começou a se aproximar para pedir o fim da violência, os policiais efetuaram disparos para o alto. A Professora Roseli, atraída pelos tiros, correu até onde a cena de desenrolava e tentou explicar a um policial que tratava-se da sua irmã, mas teve uma arma colocada na sua cabeça, recebendo a ordem de se afastar. Antes de conduzir a agredida para a Delegacia, os policiais invadiram a casa da mãe dela, bem como a casa da sua companheira, que fica no mesmo bairro, para fazer uma revista, sem mandado e sem motivo aparente, já que a acusação contra ela era de agressão a um policial durante a abordagem e não havia qualquer prova a ser colhida no interior das duas residências.  A família cedeu a foto que acompanha essa notícia, feita na unidade de emergência do HC, onde ela veio a falecer, segundo a declaração de óbito, em virtude de traumatismos. Para a advogada Renata Oliveira, o caso é grave e merece ampla investigação, havendo indícios mais do que suficientes de excesso por parte dos policiais que  fizeram a abordagem: “Queremos acreditar que policiais treinados possuem técnica suficiente para imobilizar uma mulher desarmada sem precisar recorrer a espancamentos desse nível”. A família informa que, ao contrário do que foi divulgado pela imprensa, Luana não era lutadora profissional e foi abordada por grande número de policiais.

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